terça-feira, 8 de abril de 2008

Certificação x Competência: quem manda e quem obedece?


Esses dois temas são frutos de muita discussão, não apenas pela sua importância na formação de valores, mas, sobretudo pela maneira como eles se relacionam. Em outras palavras, busca-se entendem até que ponto eles se confrontam ou se complementam?

O que apresentamos abaixo são trechos do artigo publicado por Rodrigo Campos no seu blog, que faz uma visão atual do cenário, abre caminhos a observações diversas e favorece para que análises sejam feitas de forma objetivas e esclarecedoras. Muito interessante.

" ...Atuo no mercado da tecnologia da informação (TI). TI tem como principal produto “conhecimento que gera tecnologia”. Bill Gates e Steve Jobs, fundadores da Microsoft e Apple, respectivamente, são expoentes mundiais da TI. Suas empresas dispensam maiores apresentações, basta dizer que são marcas mundiais e que o faturamento delas é maior que a riqueza de países.

O que Bill e Steve têm em comum? Além da fortuna, da vocação empreendedora e da notoriedade mundial, nenhum deles completou sua formação acadêmica superior. Alguém duvida da competência deles? Os resultados desses profissionais não dão margem a esse tipo de dúvida. Eles são competentes!(...)

Por outro lado, ao longo da carreira, já analisei centenas de currículos e fiz uns sem-número de entrevistas. Confesso que tenho apreço por essa tarefa dado meu interesse por formar equipes, encontrar talentos e entender meus pares.(...)

“Ter” um título ou determinada certificação, tornou-se mais importante que “ser” aquilo que o título ou certificado confere. Conheci gerentes que não sabiam gerenciar. Analistas que não sabiam analisar. Administradores que não sabiam administrar, entre outros exemplos que optei por não citar. (...)

Criou-se uma indústria paralela em torno da formação. Ganham com isso as instituições oportunistas que formam e oferecem ao mercado cada vez mais profissionais menos preparados. Perdem os profissionais que investem e não obtém o conhecimento pretendido. Perdem as instituições sérias. Perdem as empresas que compram conhecimento que não existe.

Minha posição sobre “Ter” ou “Ser”? Digo que é melhor que o profissional procure o equilíbrio entre as duas coisas. É tão importante que ele obtenha títulos e certificações, quanto é necessário que ele seja aquilo que disser que é.

Complemento agora esta reflexão relatando um frase também atribuída a Nietzsche, citada em um dos comentários que já recebi sobre este tema, que traduz e sintetiza tudo aquilo que tentei dizer com este texto: “Torna-te aquilo que és!”..."

Para ver o artigo completo acesse o blog do Rodrigo Campos.

Um comentário:

Marcelo disse...

Davi,

Não pude responder a sua mensagem no orkut porque você não permite que quem não seja seu amigo escreva recados para você.

acessei o seu blog hoje e acho interessante a sua proposta. O que notei é que temos abordagens diferentes, você é mais focado na gestão de projetos e eu abordo a excelência da gestão e insiro a gestão de projetos nesse contexto maior.

Ficamos assim, temos total liberdade para criar posts que façam um breve comentário sobre algum post que cada um gostou e disponibilizar o link do post (não o do site). Por exemplo, se você quiser indicar o meu post sobre "Empreendedorismo, inovação e projetos", você cita no seu blog o link http://marcelao.wordpress.com/2008/03/28/empreendedorismo-inovacao-e-projetos/ . Para você ter acesso ao endereço completo, é só clicar no link que o Browser vai abrir apenas com o post e você saberá a URL.

No meu caso, eu gostei do post sobre "Aprenda a dizer não" e vou indicar o link http://gerenciapratica.blogspot.com/2008/04/aprendendo-dizer-no.html no meu blog, OK?

Inclusive, eu já criei o post indicando o seu blog.

Um abraço.